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CEFETES

Número de Oxidação

 

A polaridade das ligações

 

                 Você já sabe que os compostos iônicos são constituídos por íons. Nesses compostos os íons se agrupam por atração eletrostática, constituindo a estrutura cristalina. No caso do cloreto de sódio, por exemplo, os íons Na+ e Cl- se agrupam conforme mostra o esquema abaixo.

 

                 Assim, no cloreto de sódio temos pólos positivos (íons Na+) e pólos negativos (íons Cl-):

 

 

 

Na+                             Cl-

 

 

 

 

 

 

                 Nos compostos moleculares, entretanto, não existem íons e sim agrupamentos de átomos unidos através de pares eletrônicos, ou seja, através de ligações covalentes. Tais agrupamentos são chamados de moléculas.

                 Então, como descobrir os pólos nas ligações covalentes?

                 O par eletrônico que estabelece a ligação entre dois átomos é disputado por esse dois átomos.

                 Evidentemente, a intensidade da força que os átomos empregam nessa disputa pode ser diferente. Assim, aquele que empregar uma força maior terá o par eletrônico mais próximo de si. Esse fato acarreta o aparecimento de resíduos de carga nos átomos ligantes. Os resíduos de carga são denominados pólos.

 

                 Suponhamos, por exemplo, a ligação oxigênio na molécula de água. Entre o oxigênio e o hidrogênio, qual dos dois disputará mais intensamente o par eletrônico?

                 A resposta a essa pergunta é dada pela eletronegatividade.

 

                 Quanto mais eletronegativo é um átomo, mais intensamente esse átomo atrai para si o par eletrônico compartilhado numa ligação.

 

                 Observe:

Oxigênio (eletronegatividade: 3,5)

Hidrogênio (eletronegatividade: 2,1)

 

                 Como o oxigênio é mais eletronegativo, ele atrai mais intensamente o par eletrônico e, desse modo, o par é deslocado na direção do oxigênio. Com isso, temos um pólo positivo no hidrogênio.

 

                 Obviamente, se os átomos que se ligam são do mesmo elemento, a disputa pelo para eletrônico é igual e, ai, não ocorre o aparecimento de pólos. É o que acontece, por exemplo, na molécula de hidrogênio (H2).

 

Conforme vimos, nos compostos iônicos os íons apresentam cargas reais:

 

Na+                           Cl-

 

 

 

 


                 Entretanto, nos compostos moleculares os átomos podem apresentar resíduos de carga, ou seja, podem constituir pólos. Desse modo, costuma-se utilizar um artifício no sentido de atribuir cargas fictícias ou teóricas aos átomos numa molécula.

                 Imagine que o par eletrônico de uma ligação covalente seja doado ao átomo mais eletronegativo. Com isso, os átomos que participam dessa ligação covalente “adquirem cargas” e, desse modo, estamos transformando hipoteticamente a ligação covalente numa ligação iônica.

                 Vejamos o caso da molécula de água:

                 Em cada ligação covalente, imagine que o par eletrônico seja cedido para o oxigênio, que é mais eletronegativo que o hidrogênio. Com isso, cada hidrogênio “adquire” carga +1 e o oxigênio “adquire” carga -2.

 

 

Agora, estamos em condições de estabelecer o conceito de número de oxidação:

 

Número de oxidação (NOx) é o número que designa a carga elétrica real ou aparente (teórica) de um átomo em função da diferença de eletronegatividade entre ele e sus ligantes.